2.2.12

devido, In

E eu aqui nesse terreno frágil
com o rosto amassado
aos prantos sobre a rede
como num choro de piano
retalhando pedaços
dentes frágeis a latejar
ante um oito no fevereiro
admirando essa estranheza

19.1.12

Pensamentos #49

E mesmo que voe, e mesmo que arranhe, e mesmo que seja distante, e mesmo que nem mesmo seja, que seja doce enquanto seja.

30.11.11

Derramamento

Acordei com os olhos lacrimejados, como jamais tinha acordado antes. Preocupado em não despertar a vizinhança, chorei quietinho, com soluços contidos. Gosto amargo, como a cobertura do bolo don't a noite. O despertar pela manhã irritou meus olhos, fodendo-os com imenso prazer. Sentei-me no sofá e conversei um pouquinho comigo: acho que faz parte dessa vida morrer como os dias, não é? - Bem, talvez seja necessário viver enquanto não se está morto e contemplar o dia enquanto vivos estamos (...) Levantei, o sol sorria entre as nuvens, caminhei em direção à rua, abri os braços, ergui a cabeça, fechei os olhos e senti: não é tão ruim assim, sabe.

Pensamentos #48

Acho que um balde de café e algumas pedaladas pelo parque resolveriam meu problema.

7.11.11


Conversa com de cima e com de lado.

28.10.11

Pensamento #47

Sensação estranha, coisa ruim mesmo. Esse frio roendo minha barriga, desconforto. Um calor inexplicável em São Paulo e quase duas semanas sem um carinho, um miserável carinho, um pouquinho de carinho. Fome, de tubarão.

18.10.11

Pensamento #46

Há momentos criados por forças - ou isso que chamamos de: sustentação de nossos pés sobre o chão - transversais, no qual, sentimos raios de arrepios das ápices dos dedos às ponta dos fios de cabelo, momentos estes quê, lá se sabe.